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André Mendonça atende a pedido de Fachin e retira sigilo de investigações do Banco Master

O ministro André Mendonça atendeu à solicitação do presidente Edson Fachin e levantou o sigilo de parte das investigações do Banco Master. Mendonça é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Contudo, algumas investigações ficaram de fora como a do financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nessa investigação há conversas em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção. Leia a íntegra da decisão tomada na PET 16.704.

Também não ficam públicas as investigações em que é citado o senador Ciro Nogueira (PP-PI; assim como a apuração que levou à prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e a fase da Operação Compliance Zero que atingiu a Rioprevidência e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

De acordo com o despacho, ficam sem sigilo os autos da Pet 15.556, que é uma espécie de investigação-mãe que originou as outras. Foi nesta investigação que Vorcaro foi preso preventivamente e os celulares apreendidos. Também estão liberados procedimentos que se originaram dessa apuração inicial.

Na decisão, Mendonça afirma que “estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros”.

O presidente do STF, Edson Fachin, havia solicitado ao ministro André Mendonça, na noite desta quinta-feira (10/9), a retirada do sigilo de parte importante das investigações do Banco Master.

Fachin justificou o pedido por conta da sessão extraordinária de terça-feira (15/9), em que os ministros devem definir se abrem ou não investigação sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro, preso preventivamente por fraudes no Banco Master. O pedido era para que fosse retirado o sigilo da PET 15.556, na qual foi decidida a prisão de Vorcaro e que se desdobra na investigação que se chegou ao nome de Moraes.

Nos últimos dias vinha aumentando a pressão para a retirada do sigilo do Banco Master. A justificativa é que o fim do sigilo pode estancar os vazamentos seletivos da investigação em período eleitoral. Uma das vozes que engrossou esse discurso foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a fazer esse pedido em uma rede social.

As investigações do Banco Master, controlado pelo empresário mineiro Daniel Vorcaro, começaram em 2025, por suspeitas de fraudes contábeis e um modelo de captação considerado insustentável. O banco tinha envolvimento com pelo menos 18 fundos de pensão do funcionalismo público de estados e municípios.

Em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal prendeu Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, sob a alegação de que tentava deixar o país — a prisão ocorreu um dia após o anúncio de que uma holding financeira compraria o banco.

Durante as investigações, a Polícia Federal chegou a várias relações de Vorcaro com autoridades, inclusive ministros do STF, como Dias Toffoli, até então, o relator do caso. Envolto na crise, o ministro deixou o comando das investigações e, por sorteio, André Mendonça tornou-se o novo relator.

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