O governador Carlos Brandão (sem partido) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) tiveram, nesta última terça-feira, 6, uma conversa classificada por aliados de ambos como última tentativa de diálogo que não obteve sucesso.
No encontro, o chefe do Palácio dos Leões, executando o que havia combinado com o presidente Lula, em reunião com o petista realizada no Palácio do Planalto em outubro, voltou a propor um entendimento entre o seu campo e o do vice, classificado como dinismo – uma referência ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino – objetivando fazer com que ambos caminhassem lado a lado no pleito deste ano.
Brandão propôs a Camarão renúncia conjunta em abril, cenário que lhe ofereceria a oportunidade de concorrer ao Senado e apoiar o petista para o cargo de deputado federal.
Também foi sinalizado apoio a outros dinistas do grupo do vice.
Ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de imprensa, o governador não ofereceu ao vice vaga para disputar a Câmara Alta.
A proposta foi recusada peremptoriamente por Camarão.
Nas redes sociais, antes mesmo que a notícia da reunião ganhasse publicidade, Camarão adiantou-se e escreveu: “Uma ponderação franca, honesta e transparente para encerrar qualquer tipo de especulação ou devaneio: o PT tem 4 governadores atualmente e apenas 3 podem concorrer a reeleição. O PT só tem um vice-governador no Brasil, que sou eu aqui no Maranhão. Quem, em sã consciência, acha que o meu partido ou o presidente da república do meu partido vai pedir minha renúncia? Chance ZERO. Como ZERO é a chance de eu renunciar. Sigo firme e forte na pré candidatura ao governo do Maranhão pelo PT e com prioridade máxima para reeleição do presidente Lula”.
Brandão, até o momento, não se manifestou sobre o assunto.
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