A desistência do deputado federal André Fufuca de concorrer ao Senado (reveja e reveja) na chapa majoritária que será encabeçada pelo emedebista Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo com o apoio do Palácio dos Leões, pode até ter sido considerada uma traição por parte do parlamentar – contumaz neste tipo de ato, diga-se.
No entanto, também foi vista como um alívio e que abriu espaço para outros agentes políticos pleitearem espaços.
Fufuca seria indicado pela federação União Progressista, formada pelo PP, seu partido, e União Brasil.
Com a sua saída, automaticamente as atenções se voltaram para o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, do UB.
Ocorre que o parlamentar não deve exigir a segunda vaga para Câmara Alta, preferindo disputar uma reeleição que, ao que tudo indica, caminha para ser tranquila.
Com este vácuo, voltam para a mesa de análise nomes como o dos deputados federais Duarte Júnior (Avante) e Roseana Sarney (MDB), por exemplo.
Mandatário do Viva/Procon, Duarte, de acordo com o que foi apurado, teria recuado da ideia de entregar-se para o pré-candidato do PSD ao Governo, Eduardo Braide.
E o seu nome voltou a ser especulado não apenas para Câmara Alta, mas também [e mais intensamente] ao posto de candidato a vice-governador de Orleans.
Dona de um capital político/eleitoral considerável, a deputada estadual Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, voltou a ser citada na bolsa de apostas.
Porém, a parlamentar já teria definido por concorrer a uma das 18 vagas para Câmara Federal.
Ex-governadora, Roseana Sarney, por liderar todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, é um projeto senatorial considerado muito forte.
Ela ainda não finalizou um tratamento de câncer ao qual está sendo submetida desde 2025.
Este seria o seu principal empecilho, uma vez que o seu pai, o ex-presidente José Sarney, e seu irmão, o empresário Fernando Sarney, defendem que ela concorra novamente ao Senado.
Em uma outra ponta está o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e o seu PL.
Informações de bastidores indicam que o parlamentar estaria inclinado a desembarcar no campo governista da pré-candidatura de Orleans.
Na negociação, além de espaços importantes na estrutura administrativa do Estado, a composição da chapa majoritária e até acordos que envolveriam o comando de outro Poder.







