O ex-senador Roberto Rocha, em contato com o editor do Blog, na manhã desta sexta-feira, 13, confirmou que perdeu o comando da comissão provisória do PSDB no Maranhão.
Em Brasília, aonde já articula a obtenção de um novo endereço partidário mirando no pleito deste ano para Câmara Alta, Rocha atribuiu ao ex-governador Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a manobra de bastidores que resultou na entrega da sigla ao deputado federal Juscelino Filho, que deixará o União Brasil.
Juscelino responde a processo no STF, cuja relatoria é do próprio Dino, sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
O ex-senador explicou que a direção da legenda estava sob a responsabilidade do seu filho, o ex-vereador Roberto Rocha Júnior, após tratativas tranquilas envolvendo o chefe da Casa Civil do Governo do Estado e ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, e o próprio governador Carlos Brandão (sem partido).
Disse que Rocha Júnior, nos últimos 15 dias, vinha desenvolvendo um trabalho avançado de construção de nominata para a disputa por vagas na Câmara Federal.
Na avaliação de Roberto Rocha, a intromissão escamoteada de Dino, através de um outro aliado togado muito próximo de Aécio Neves, presidente nacional do partido, reforçou-se após divulgação de resultado de levantamento da Paraná Pesquisas, na qual RR aparece liderando.
Segundo ele, Dino e seu grupo nunca iam permitir que um pré-candidato do campo da direita, sem ligações com os campos políticos que se digladiam no Maranhão, permanecesse com o PSDB liderando a corrida por uma das duas vagas para o Senado que estarão em jogo.
Sobre o futuro do PSDB no pleito majoritário, o ex-senador disse não ter dúvidas de que o partido apoiará o projeto de Governo que for definido pelo ex-governador e seu grupo – muito provavelmente uma pré-candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
Ele disse que mantém tratativas para obter um novo partido e que este pode ser o Novo, do pré-candidato ao Governo, Lahesio Bonfim.










