
O deputado federal licenciado e atual ministro do Esporte, André Fufuca, pode perder o comando do seu partido, o PP, no Maranhão, caso permaneça no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A informação foi divulgada pela Folha.
Segundo a publicação, a direção nacional da legenda não pretende expulsar Fufuquinha dos seus quadros, mas lhe imporia como penalidade a perda do diretório estadual.
“Deixar a presidência estadual do PP atrapalharia os planos do ministro de concorrer ao Senado pelo Maranhão no ano que vem, o que pesaria numa eventual decisão de Fufuca de ficar no cargo. Sem o comando do diretório, ele ficaria à mercê da vontade de outro dirigente estadual, um risco que não deseja correr”, diz um dos trechos da matéria.
O PP está federado com o União Brasil, formando a federação União Progressista.
A mesma oficializou desembarque do Governo Federal no início de setembro e deu prazo de trinta dias para que seus filiados entregassem cargos que exercem no governo petista.
O prazo para que Fufuquinha peça demissão expira no domingo, 05.
“O União Brasil, especificamente, pressionou o ministro Celso Sabino (Turismo) para deixar o posto, mas ele tem contornado esse prazo. Além disso, os partidos mantêm diversos filiados em órgãos do governo. O desembarque não afeta os dois ministros indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre —Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldéz Góes (Integração e Desenvolvimento Regional)—, nem a Caixa Econômica Federal, cujo presidente, Carlos Vieira, é aliado do deputado federal Arthur Lira (PP-AL)”, finaliza o texto.
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