A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) segue com ações para desarticular o crime organizado e, em mais uma operação realizada no início da manhã desta sexta-feira (20), cumpriu sete mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, com a finalidade de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a fé pública e fraudes.
A Operação Holerite foi realizada nas cidades de São Luís e Axixá, por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado, integrante da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (DCCO/SEIC).
O superintendente da SEIC, delegado Augusto Barros, informou que as investigações começaram após a PC-MA identificar, no mínimo, dez empréstimos consignados contratados de forma fraudulenta em nome de servidores públicos estaduais.
“Os envolvidos confeccionavam RGs falsos em nome de vários servidores públicos do Estado do Maranhão, com os quais abriam contas bancárias e contratavam empréstimos consignados fraudulentos, resultando em prejuízo estimado de aproximadamente R$ 710.000,00”, esclareceu Augusto Barros.
Após uma série de atos investigativos realizados no inquérito policial, foi descoberta a existência de uma organização criminosa com divisão de tarefas e funções específicas para a prática das fraudes, com o objetivo de obter vantagens econômicas, conforme explicou o delegado.
“Foram identificados os seguintes grupos dentro da organização criminosa: os chamados ‘avatares’, responsáveis por emprestar seus rostos para a confecção dos RGs falsos e realizar uma falsa biometria nos aceites virtuais dos empréstimos consignados; além disso, havia o grupo de logística e material, responsável por operar as contas bancárias que receberam os valores indevidos, realizando a pulverização desses recursos para outras contas”, detalhou Augusto Barros.
No total, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva. Na casa de uma das mulheres presas, foi encontrada uma ligação clandestina de energia elétrica, resultando em sua prisão em flagrante pelo crime de furto.
Durante a operação, foram apreendidos documentos falsos, aparelhos celulares, impressoras de alta resolução, notebooks e insumos possivelmente utilizados na confecção da documentação fraudulenta.
A operação contou com o apoio do Departamento de Combate aos Crimes Cibernéticos e Tecnológicos (DCCT), do Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF), do Departamento de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), do Grupo de Resposta Tática (GRT/DOTE), além de equipes da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC).







