Policiais Federais cumpriram, nesta sexta-feira, 20, em São Luís, decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), impondo sanções ao deputado estadual licenciado, Edson Araújo, expulso recentemente do PSB.
O parlamentar é um dos investigados na CPMI do INSS acusado de integrar esquema criminoso de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.
Araújo está usando tornozeleira eletrônica.
Também lhe foram imputadas outras sanções, quais sejam: proibição de manter contato, por qualquer meio (inclusive telefônico ou telemático), com os demais investigados, testemunhas dos autos e com o deputado Federal Duarte Júnior, de quem deverá manter distância mínima de 500 metros; proibição de frequentar as sedes da CBPA, da Federação das Colônias dos Pescadores do Estado do Maranhão e repartições do INSS ou DATAPREV relacionadas à operacionalização de descontos associativos; proibição do exercício de funções administrativas ou financeiras junto às referidas entidades; proibição de ausentar-se do município de sua residência e do País, com entrega do passaporte na Polícia Federal no prazo de 48 horas, o que deve ser comprovado nos autos; recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga – a circulação do investigado fica autorizada exclusivamente ao seu domicílio e ao local de exercício do mandato parlamentar (Assembleia Legislativa), visando garantir a ordem pública e impedir novos atos de coação.
No último dia 9, Edson Araújo estaria em Brasília para prestar depoimento na CPMI.
No entanto, a sessão foi adiada devido a apresentação de atestado médico apontando que o parlamentar maranhense estava se recuperando de uma cirurgia.
Vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, uma das entidades investigadas na farra do INSS, o deputado, ano passado, foi um dos alvos da quarta fase da operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
De acordo com as investigações, a movimentação financeira do parlamentar está dividida entre diversas contas, tanto correntes quanto de investimentos.
A maior delas movimentou pouco menos de R$ 5 milhões nos primeiros seis meses de 2025.
Por outra conta, passaram R$ 928,9 mil — o valor dos créditos é praticamente igual ao dos débitos.
Ambas as contas são de uma agência do Banco do Brasil no bairro Olho d’Água, bairro nobre da capital maranhense.
A movimentação é incompatível com a renda de Araújo como deputado estadual — em dezembro de 2025, ele recebeu R$ 25,3 mil líquidos da Assembleia Legislativa.










