Alvo recente de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA), o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), decidiu recuar e voltou a se entregar para o governador Carlos Brandão (PSB).
O chefe do Palácio dos Leões foi o fiador da reeleição do parlamentar para o comando do Palácio Pedro Neiva de Santana referente ao biênio em curso.
Tão logo renovou o mandato, PV entrou em rota de colisão com agentes do chamado núcleo político e familiar do governador, dentre eles o presidente estadual do MDB, Marcus Brandão, irmão de Brandão, a sua esposa, Andréia Noleto, e o secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), atual pré-candidato do socialista a sua própria sucessão, em 2026.
Denunciado por crime de Apropriação Indébita Previdenciária na 6ª Vara Criminal de São Luís, Paulo Victor antecipou o debate sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara, para o biênio 2027/28, tentando impor aos Leões a pré-candidatura do seu aliado, o vereador Beto Castro (Avante).
Diante da negativa, deu de ombros para aquele que sempre o ajudou e decidiu apostar suas fichas no vice-governador Felipe Camarão (PT), fazendo aparições públicas com outros parlamentares ao lado do petista.
Mas um cenário que já vinha se desenhando nos bastidores se tornou público nas últimas semanas: o rompimento entre os campos brandonistas e dinistas.
Acuado pelo caos administrativo e financeiro que ele próprio impôs ao Parlamento Ludovicense, que chegou a níveis elevadíssimos com o recente corte de verbas dos vereadores e vereadoras, ocasionado por um rombo previdenciário de R$ 3,2 milhões, Paulo Victor, que é pré-candidato a deputado estadual, agora, faz caminho inverso.
Tenta se reaproximar de Brandão e postou nas redes sociais um recente encontro que teve com o socialista.
A manobra mostrou um pouco de juízo que ainda resta no parlamentar.
No entanto, o estragou já está feito e a confiança não existe mais.










