A paralisação dos trabalhadores da empresa Expresso Rei de França ou 1001 chegou, nesta terça-feira, 27, ao quarto dia.
Os funcionários cobram pagamento do décimo terceiro e tíquete alimentação, referente ao mês de dezembro.
A paralisação está afetando usuários que residem nos bairros Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.
Ao participar de evento no bairro do Cajueiro, no último fim de semana, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), cujo governo é responsável pela gestão do sistema urbano, tratou do assunto sem cravar, de fato, uma solução concreta para ser aplicada (veja vídeo no fim do texto).
Braide afirmou ser falta de vergonha na cara por parte dos empresários; disse que mandou aplicar a multa mais pesada no empresário que deixou de fazer o trajeto de ônibus; e finalizou dizendo que, se preciso for, substituirá a empresa.
Na semana passada, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão sinalizou para a deflagração de mais uma greve nos sistemas urbano e semiurbano que servem São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
O prazo das negociações da nova Convenção Coletiva de Trabalho está se encerrando e, caso não haja nenhuma proposta ou acordo por parte do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), os trabalhadores entendem que a única alternativa será cruzar os braços e paralisar os coletivos que servem a região metropolitana nos próximos dias.
O SET notificou Prefeitura de São Luís pelo atraso no pagamento do subsídio do transporte coletivo referente ao mês de dezembro de 2025.
A notificação extrajudicial foi encaminhada ao secretário municipal de Trânsito e Transporte, Maurício Itapary, e ao secretário municipal de Governo, Emílio Carlos Murad.
De acordo com o Sindicato, o valor em aberto é de R$ 6.169.659,30, montante que deveria ter sido repassado até o quarto dia útil do mês subsequente, conforme acordo firmado em audiência de conciliação realizada em fevereiro de 2024 e homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA).
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a gestão Eduardo Braide, em um prazo de cinco dias, explique o desconto no repasse do valor do subsídio referente ao mês de novembro de 2025.
A Prefeitura, de acordo com o magistrado, deve promover o depósito de R$ 1.594.227,11, apontado como retido, neste mesmo prazo.










