O empresário e articulador político, Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão e pai do emedebista Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo, comentou a saída do deputado federal André Fufuca (PP) do seu grupo e outros temas relacionados a eleição de outubro no Maranhão.
Ele conversou com o comunicador Thiago Azevedo, do Tribuna 98.
O ex-ministro do Esporte, após quatro anos utilizando a robustez da máquina pública, aonde detinha espaços de poder privilegiado, debandou para concorrer ao Senado pela futura chapa de Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo.
Segundo Marcus, não foram medidos esforços para que Fufuca permanecesse no grupo e concorresse a Câmara Alta.
Explicou que, com a federalização entre PP e União Brasil, houve uma concorrência interna entre ele e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes.
No entanto, segundo o empresário, Pedro não criou empecilhos e abriu mão da disputa em prol de Fufuquinha.
Marcus Brandão revelou que até a deputada federal licenciada Roseana Sarney (MDB), que lidera todas as pesquisas para Câmara Alta, abdicou da vaga em detrimento de Fufuca.
“Fizemos de tudo para que ele permanecesse no grupo. Sempre tivemos relação muito cordial. Ele participou do Governo, tinha o Detran e uma Secretaria. Todos abriram mão em favor dele. Pedro Lucas e a própria Roseana. Eu chamei o Fufuca e mostrei pesquisa que apontava que se ele fosse candidato ao Senado pelo grupo do Governo teria grande chance de obter vitória. O preveni que seus apoiadores não iriam concordar [com a forma como ele saiu do grupo]”, comentou.
“No entanto, segundo ele, teve pedido de uma pessoa que ele não quis dizer quem era [determinando sua saída do grupo]. Foi uma grande decepção. Foi uma das maiores punhaladas pelas costas que nós recebemos”, completou.
Na avaliação do empresário, pelo fato de Carlos Brandão executar uma gestão municipalista, prefeitos e prefeitas não concordaram com a forma como Fufuca agiu e a maioria dos seus apoidore declarados encaminharam mensagens reafirmando apoio a Orleans.
“Ele [Fufuca] deu o maior tiro no pé da vida dele”.
Marcus Brandão explicou que seu grupo, diferentemente do campo da oposição, terá apenas duas candidaturas ao Senado bem definidas e claras, o que, no seu entendimento, favorece por não dividir votos.
Lembrou que neste período da pré-campanha, em 2022, Carlos Brandão detinha 22% da preferência do eleitorado, sendo que Orleans, neste momento, apresenta índice de 40%, se colocando em posição de empate técnico com seu principal concorrente.
“Só precisamos de 11 pontos para ganharmos no primeiro turno. Obteremos vitória. Faremos as duas vagas para o Senado e maioria absoluta na Câmara Federal e Assembleia Legislativa”.
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