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Fafá de Belém, o musical, estreia dia 20 de agosto em São Luís

Depois do sucesso de público e crítico nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belém do Pará, o espetáculo chega em São Luís – MA, para uma curta temporada nos dias 20, 21, 22, 23, 27, 28, 29 e 30 de agosto no Teatro Arthur Azevedo.

A atriz Lucinha Lins é um dos destaques de “Fafá de Belém, o Musical”, aos 73 anos, a artista dá vida à cantora paraense em sua fase mais madura e politizada, interpretando uma personagem com quem mantém uma amizade de longa data.

O espetáculo utiliza a linguagem do teatro musical para narrar a trajetória de uma das mais importantes cantoras da música brasileira. Iniciaremos nossa jornada pela floresta amazônica, berço e cenário de origem da artista. Através das lendas e mitos dos povos da floresta – indígenas, ribeirinhos, marajoaras, entre outros, contaremos e cantaremos a saga da nossa Fafá – a menina que veio do Norte.

A narrativa é construída em três planos: o presente — durante a gravação de um documentário em homenagem aos 50 anos de carreira no histórico Teatro da Paz, em Belém; as memórias da infância — em uma Belém lírica, marcada por mitos e lendas amazônicas; e a construção da carreira da artista — da capital paraense para o mundo.

Texto e roteiro musical Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche, Direção artística Gustavo Gasparani e Idealização e produção artística Jô Santana. Três intérpretes dão vida à cantora em diferentes fases: Fafá-menina por Laura Saab (neta da homenageada) e Clarah Passos, Fafá-cantora por Helga Nemetik (indicada ao prêmio Shell como melhor atriz) e Fafá de Belém nos dias de hoje interpretada por Lucinha Lins.

O espetáculo tem início com um número musical dedicado à Amazônia. As lembranças da infância de Fafá se misturam a lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tamba tajá, narrando a trajetória da menina cabocla que saiu de Belém para conquistar o Brasil.

A atmosfera regional é marcada pelo coro “Carimbó-Siriá”, coletivo de atores-músicos que acompanha as diferentes fases da cantora. O público conhece sua relação familiar, cultural e religiosa, base de sua identidade artística.

Entre os destaques do ato estão a relação amorosa com o músico Raul Mascarenhas, apresentada em paralelo com a lenda do boto, e o Círio de Nazaré, que culmina no encontro de Fafá com o Papa.

Algumas músicas do primeiro ato: Amazônia, Pauapixuna, Bom dia Belém, Foi assim, Eu preciso aprender a ser só, Sedução, Filho da Bahia, Cavalgada, Que me venha esse homem, Eu sou de lá e Ave Maria.

O clima se transforma: o regional amazônico dá lugar à estética urbana da diva da MPB. Surge uma Fafá consagrada, politizada e dona do seu discurso.

A abertura retrata o movimento das “Diretas Já”, ressaltando o engajamento da cantora. Outro momento marcante é a homenagem de um grupo de drags, que interpretam sucessos como Abandonada, Meu Homem, Memórias e Sob Medida, celebrando o apoio de Fafá à comunidade LGBTQIA+.

O espetáculo também aborda sua forte ligação com Portugal, incluindo uma cena no Cassino Estoril com a canção Nem às paredes confesso. O DJ Zé Pedro entra em cena para colaborar na criação do álbum “Do tamanho certo para o meu sorriso”, inspirado no tecno-brega paraense — reconectando Fafá às raízes de sua terra.

O ato traz ainda o sucesso do remix de Emoriô e canções como Coração do Agreste, Bilhete e Nuvens de Lágrimas. O encerramento é apoteótico, com o Boi de Parintins e a emblemática canção Vermelho.

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