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Desembargador maranhense é citado em caso de narcotraficante

Natural do Maranhão, o desembargador federal Ney de Barros Bello Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi citado em matéria da Revista Piauí que o apontou como participante de um esquema envolvendo a narcotraficante Karine de Oliveira Campos.

De acordo com o que foi relatado pelo jornalista Allan de Abreu, na reportagem de título “Duvido não aceitar”: A maior narcotraficante brasileira e os milhões de reais para corromper a Justiça, o maranhense teria recebido propina para expedir decisão favorável a um aliado de Karine.

“Passado pouco mais de um ano da soltura de André do Rap, Karine Campos comandou uma operação escusa para corromper a Justiça e livrar um subordinado da cadeia: Leonardo Costa Nobre. As conversas interceptadas revelaram um caso de corrupção no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O advogado João Paulo Todde Nogueira foi contratado para obter o benefício. Em um manuscrito, Costa Nobre pedia 2 milhões de reais para a “madrinha” (Karine), afirmando: “É 1 milhão para cada desembargador, preciso de 2 votos dos 3 da Quarta Turma”. A investigação aponta que o contato para os esquemas ilícitos dentro do TRF da 1ª Região seria o desembargador Ney de Barros Bello Filho, ex-cunhado, também maranhense desembargador Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Juliana, irmã de Costa Nobre, afirmou em ligações que Ney Bello “ganha uma beirada” e que o advogado teria dado 1,5 milhão de reais ao desembargador”, diz um dos trechos do texto.

Ney Bello, ao se manifestar, negou qualquer tipo de envolvimento.

Em outubro do ano passado, o magistrado teve o seu nome citado em um caso que trata sobre chantagem e influência de poder para emparedar o governador Carlos Brandão e, desta forma, obriga-lo a cumprir supostos acordos políticos.

Tudo foi revelado pelo deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), que expos na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão prints e áudios envolvendo políticos e outras autoridades ligadas ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.

As chantagens, segundo Yglésio, tinham relação com o destravamento, no STF, de processo para indicação de dois conselheiros para o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, cuja relatoria e do próprio Flávio Dino; além de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava, à época, resultado da eleição para presidência da Assembleia vencida pela deputada Iracema Vale (PSB) contra o deputado Othelino Neto (SDD).

Em mensagem encaminhada ao secretário de Estado da Articulação Política, Rubens Pereira, Ney Bello afirma que Brandão precisa “baixar a bola e segurar a arrogância burra dos irmãos”.

E ameaça: “Há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele na lama. Ou ele parte para contenção de danos ou ele não chega em abril”.

Em um outro trecho, o desembargador federal enumera cinco movimentos que o governador deveria fazer para se livrar dos problemas judiciais: afastar o irmão [Marcus Brandão] de TUDO que diga respeitos ao governo; entregar novamente Secretarias para o PT, que teriam outros titulares com nomes negociados; anunciar publicamente sua pré-candidatura ao Senado e que o vice-governador, Felipe Camarão (PT), será o candidato do grupo; tirar parentes do governo e compor politicamente com a base; e dizer que “não se mete na eleição da ALEMA e o STF que decida”.

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