Início Sem categoria CPI que investiga vice aprova requerimentos e indefere pedidos da oposição

CPI que investiga vice aprova requerimentos e indefere pedidos da oposição

Deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa para investigar denúncias que pesam contra o vice-governador Felipe Camarão (PT) reuniram-se, nesta última terça-feira, 19, para deliberar sobre novas ações que serão executadas pelo colegiado.

Foram aprovados requerimentos endereçados ao Ministério Público e a Secretaria de Estado de Segurança Púbica solicitando informações sobre o objeto principal da CPI, que são movimentações financeira milionárias e atípicas que atingem Camarão; servidores públicos que trabalham com o mesmo; além de familiares do petista.
Pelo menos dois requerimentos de autoria da oposição foram rejeitados.

Foram pedidos que não tinham relação com o objetivo da Comissão e que visavam, tão somente, politizar os trabalhos e desviar o foco da opinião pública.

Os deputados apuram denúncia contra Felipe Camarão contida em um Procedimento Investigatório Criminal, cuja investigação é de competência do GAECO, no qual o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, pleiteou ao Tribunal de Justiça do Maranhão o afastamento cautelar do vice-governador do cargo.

A investigação contra o petista teve início a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão vinculado ao Banco Central, apontando para movimentações financeiras atípicas envolvendo Camarão; familiares seus; e servidores estaduais.

De acordo com o Ministério Público, foram identificados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais, além de centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações fracionadas, prática que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

A apuração também aponta a existência de uma rede de movimentação financeira envolvendo terceiros, incluindo policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam atuado como operadores, recebendo valores, fragmentando quantias e realizando repasses em benefício do vice-governador.

Outro ponto destacado no documento diz respeito ao pagamento de despesas pessoais por terceiros, como hospedagens, tributos e outras obrigações, além de transferências diretas e indiretas que envolveriam pessoas próximas ao núcleo familiar.

Há ainda indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor, que somam cerca de R$ 4,7 milhões, considerados incompatíveis com os rendimentos formais e sem a devida correspondência nas declarações fiscais.

O vice-governador nega as acusações.

Artigo anteriorOrleans participa de reunião com pré-candidatos do Podemos e fortalece diálogo
Próximo artigoBrandão se filia ao MDB; partido referenda pré-candidatura de Orleans e vai abrir diálogo com Lula