Faltando quatro dias para findar o prazo de desincompatibilização, o governador Carlos Brandão (sem partido), em conversa com aliados e jornalistas neste último fim de semana, reafirmou que ficará no mandato até o dia 31 de dezembro e apoiará a pré-candidatura ao Governo do ainda secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, do MDB.
Orleans, assim como outros 12 auxiliares do chefe do Palácio dos Leões, deixarão os cargos nesta terça-feira, 31, para se colocarem aptos a concorrer no pleito deste ano.
Desde que rompeu com o grupo político denominado de “dinistas”, formado por agentes ligados ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribuna Federal, Flávio Dino, o governador vem sendo alvo de ameaças diárias, que vão desde a deflagração de operações da Polícia Federal até um cenário no qual ele seja afastado do cargo via judicial.
Nas últimas semanas, com a proximidade do dia 4 de abril, as ameaças se intensificaram, inclusive com publicações na imprensa nacional dando conta de movimentações de processos, cujas relatorias estão sob a responsabilidade de Dino e do ministro Alexandre de Moraes.
Carlos Brandão, no entanto, se mantém firme e, ao reafirmar que não mudará o seu rumo político, confronta as ameaças e renova a certeza do seu grupo de que, com ele no comando do Estado, a vitória nas urnas acontecerá.
Enquanto o governador mostra-se definido, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), mantém silêncio sobre a possibilidade de renunciar, ou não, ao mandato para poder disputar o comando do Palácio dos Leões.
Uma possível pré-candidatura de Braide tem a total simpatia e apoio do campo dinista, que enxerga no projeto a única possibilidade de obter algum êxito eleitoral.







