Início Sem categoria Yglésio dispara contra Rodrigo Lago: “Está acobertando um roubo”

Yglésio dispara contra Rodrigo Lago: “Está acobertando um roubo”

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa para apurar denúncias contra o vice-governador Felipe Camarão (PT), o deputado Yglésio Moyses (PRD) endureceu o discurso em relação ao seu colega Rodrigo Lago (PSB), aliado do petista.

O médico rechaçou manobra patrocinada pelo socialista que impediu que o colegiado realizasse reunião de trabalho nesta última terça-feira, 9.

Lago, segundo Yglésio, chegou à Sala das Comissões 16h, tendo aberto os trabalhos e encerrado os mesmos por falta de quórum.

Ocorre que Yglésio e outros parlamentares que integram o colegiado estavam na Casa e já se dirigiam para o local do encontro.

O socialista, na semana passada, já havia solicitado vistas sobre requerimentos apresentados objetivando ganhar tempo.

Yglésio disse que o deputado de oposição está acobertando um crime, tendo afirmado, ainda, que já começa a desconfiar do mesmo.

A investigação contra Felipe Camarão teve início a partir de relatórios do próprio COAF apontando para movimentações financeiras incomuns envolvendo vice-governador; familiares seus; e servidores estaduais do setor da Segurança Pública.

De acordo com o Ministério Público, autor de Procedimento Investigatório Criminal, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), que apura o fato, foram identificados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais, além de centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações fracionadas, prática que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

A investigação também aponta a existência de uma rede de movimentação financeira envolvendo terceiros, incluindo policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam atuado como operadores, recebendo valores, fragmentando quantias e realizando repasses em benefício do vice-governador.

Outro ponto destacado no documento diz respeito ao pagamento de despesas pessoais por terceiros, como hospedagens, tributos e outras obrigações, além de transferências diretas e indiretas que envolveriam pessoas próximas ao núcleo familiar.

Há ainda indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor, que somam cerca de R$ 4,7 milhões, considerados incompatíveis com os rendimentos formais e sem a devida correspondência nas declarações fiscais.

O vice-governador nega as acusações.

 

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