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Justiça nega prisão domiciliar para empresária acusada de agredir doméstica

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou pedido de prisão domiciliar e manteve a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida de seis meses no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Carolina foi presa na última quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí, e já foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA). Segundo o delegado Walter Wanderley, titular da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagi, a Justiça também decidiu manter a prisão preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões e suspeito de ajudar na tortura da vítima.

A defesa da empresária tentou converter a prisão preventiva em domiciliar, mas o pedido foi negado pelo TJMA.

Durante depoimento à Polícia Civil, Carolina permaneceu em silêncio sobre as acusações. De acordo com a advogada Nathaly Moraes, a investigada respondeu apenas aos questionamentos referentes à sua qualificação pessoal.

As agressões ocorreram no dia 17 de abril, após Carolina acusar a empregada doméstica Samara Regina, de 19 anos, de ter furtado uma joia. Conforme as investigações, a vítima foi obrigada a ficar de joelhos enquanto sofria agressões físicas.

Em áudios enviados a amigos por aplicativo de mensagens, a empresária teria relatado detalhes das agressões. Segundo a Polícia Civil, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos estava armado no momento do crime e teria segurado a vítima enquanto Carolina praticava as agressões.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de antecedentes criminais da empresária. Carolina Sthela já foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, em 2024, pelo crime de calúnia contra uma ex-funcionária.

Na ocasião, ela acusou uma babá de ter roubado uma pulseira de ouro pertencente ao seu filho. A Justiça entendeu que não havia provas da acusação e considerou que o crime ficou configurado após o envio de mensagens de áudio com as ofensas.

A empresária foi condenada a seis meses de detenção, pena posteriormente convertida em prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de R$ 4 mil por danos morais.

Carolina também possui condenação relacionada a fraude e furto contra a própria irmã, em um caso que teria causado prejuízo superior a R$ 20 mil envolvendo uma escola de natação.

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