Exercendo a titularidade do mandato a pouco mais de um mês, a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD), entrou em rota de colisão com aliados do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) que permanecem, pelo menos por enquanto, exercendo cargos no primeiro escalão do Palácio De La Ravardière.
Titulares das Secretarias Municipais de Governo e Obras, respectivamente, Emílio Murad e David Col Debella, de acordo com o que foi apurado, tiveram desentendimentos recentes com a professora e ex-policial militar.
Motivo: não teriam gostado de cobranças impostas a eles, argumentando que dispensam fidelidade apenas ao ex-prefeito e que atenderiam ordens somente de “uma pessoa” indicada por Braide para tal missão.
Col Debella, por exemplo, foi cobrado acertadamente pela prefeita sobre intervenções feitas em vias em horários inadequados, o que vem causando engarrafamentos em grandes avenidas, tornando o trânsito preso e gerando revolta junto aos transeuntes.
Esmênia também exigiu reparo imediato de obras mal executadas e que já apresentaram problemas, o que está contribuindo para manchar a imagem da administração.
O secretário teria dado de ombros para as cobranças e reafirmado que só atende as determinações do ex-chefe.
Murad é apontado como uma espécie vigia do ex-prefeito e detém conhecimento detalhado de informações acerca de operações contratuais, por exemplo, que até hoje Esmênia espera para ter acesso.
Ciente do que está acontecendo, o marido da prefeita, Sandro Ribeiro Araújo, que sempre manteve relação conflituosa com Braide ao longo dos anos, não teria gostado nem um pouco do posicionamento dos secretários.
E permanece os observando.







