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“Motivação político-partidária”, diz Brandão sobre pedido no STF para lhe afastar do cargo

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando o pedido de seu afastamento do cargo, protocolado pelo PCdoB.

Segundo o chefe do Executivo estadual, a iniciativa tem motivação político-partidária e extrapola o campo jurídico.

A manifestação foi anexada à ação que investiga suposto nepotismo na administração estadual, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

No processo, o partido alega descumprimento de decisões judiciais e solicita o afastamento de Brandão por um período de seis meses, além da adoção de outras medidas.

Na semana anterior, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) já havia rebatido as acusações, negando qualquer desobediência às determinações do Supremo.

Em sua defesa, Brandão refutou os argumentos apresentados e afirmou que a ação tem caráter político.

De acordo com ele, “a via processual foi acionada não por genuína questão jurídica, mas como extensão de uma disputa político-partidária travada fora dos autos”.

O governador também criticou o uso do Judiciário como ferramenta de enfrentamento político.

Para ele, não é admissível que agentes políticos recorram à Justiça com finalidades que não estejam relacionadas à proteção de direitos, classificando a prática como uma tentativa de transformar o Judiciário em uma “arena de rixa eleitoral”.

Brandão ainda contextualizou que o pedido ocorre após o rompimento político entre seu grupo e o PCdoB, ressaltando que o cenário reforça o viés político da ação.

O pano de fundo da disputa inclui o distanciamento do ex-governador Flávio Dino, atualmente ministro da própria Corte.

O processo segue em tramitação no STF e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de eventual decisão sobre os pedidos apresentados.

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