O governador Carlos Brandão (sem partido), em entrevista à Veja, publicada no último domingo, 24, confirmou informação, já adiantada pelo editor do Blog, de que não renunciará ao mandato para concorrer ao Senado, permanecendo no cargo até o dia 31 de dezembro.
Questionado sobre se renunciaria para entregar o cargo do vice-governador Felipe Camarão (PT), que integra grupo dinista que lhe faz oposição, o chefe do Palácio dos Leões cravou: “Vou até o fim porque não vou entregar o cargo a alguém que se juntou com meus adversários”.
Brandão e os dinistas romperam desde 2024.
Estes políticos, que são ligados ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, alegam descumprimento de um suposto acordo, firmado em 2022, que consistiria em Brandão renunciar e entregar o Governo à Câmarão, indicado por Dino para o posto de vice.
Brandão e aliados negam o firmamento do acordo e dizem que o rompimento se deu pelo fato dos dinistas quererem “governar” em seu lugar.
Na conta dos oposicionistas e de Dino também são depositados os vários movimentos relacionados à judicialização de temas da esfera política na Suprema Corte.
Brandão, no dia 7 deste mês, teve uma última conversa com Camarão com o objetivo de encontrar uma maneira de realianhar o seu campo político com o do vice – reveja e reveja.
Foi proposto uma renúncia conjunta, em abril, o que não foi aceito por Camarão.










